Econoscope

Análise

Relações

Cadeias econômicas (juros → crédito → imóveis, petróleo → combustíveis → inflação, câmbio → commodities → exportações) com os dados lado a lado, correlação histórica, dispersão e defasagens. Correlação não implica causalidade.

Juros → Crédito → Imóveis (EUA)

Os preços de imóveis são lidos junto com o custo do financiamento, o ritmo de vendas, o estoque disponível e a construção. Cada componente é mostrado separadamente — não há um índice combinado.

Indicadores: Preço de transação — Índice de preços de imóveis vendidos (FHFA), referência do grupo.; Custo do financiamento — Juros da hipoteca de 30 anos: parte do custo de quem compra com financiamento.; Vendas — Vendas de imóveis usados: a maior parte das transações.; Vendas — Vendas de imóveis novos.; Estoque — Meses necessários para vender o estoque de imóveis novos no ritmo atual de vendas.; Construção — Início de obras residenciais: nova oferta a caminho.; Inflação — Inflação ao consumidor, para comparar a variação dos preços de imóveis com a dos preços em geral.

Lacuna: Renda: não há série nacional mensal de renda das famílias integrada ao Econoscope (a renda per capita por estado é anual).

Lacuna: Estoque de imóveis usados à venda: a NAR publica, mas não por API pública integrada.

Juros → Crédito → Imóveis (Brasil)

O índice de valores de garantia (preço avaliado pelos bancos em financiamentos) é lido junto com os juros, o volume e a inadimplência do crédito imobiliário, o custo de construção, a inflação e a Selic. Cada componente é mostrado separadamente.

Indicadores: Preço avaliado — IVG-R (BCB): valor de avaliação de imóveis dados em garantia — não é preço de anúncio nem de transação.; Custo do financiamento — Taxa média de juros das novas operações de financiamento imobiliário.; Crédito — Novas concessões de crédito imobiliário (volume).; Inadimplência — Parcela do crédito imobiliário com atraso acima de 90 dias.; Custo de construção — Custo médio do metro quadrado (SINAPI/IBGE).; Inflação — Inflação ao consumidor, para comparar com a variação do preço avaliado.; Juros básicos — Taxa básica de juros da economia.

Lacuna: Preço de anúncio (FipeZAP): sem API pública; não integrado.

Lacuna: Preço de transação (ITBI/DOI, SINTER): sem série pública nacional de preços disponível.

Lacuna: Vendas, lançamentos e estoque de imóveis: sem série oficial nacional com acesso público integrado.

Agro → Produção → Preço → Câmbio → Exportação

A cadeia da soja é lida do campo ao comércio exterior: produtividade e área formam a produção; o preço internacional e o câmbio compõem o valor em reais; as exportações mostram o destino. As séries anuais tornam as comparações possíveis só ano a ano.

Indicadores: Produção — Produção de soja por safra (CONAB; a safra corrente é estimativa).; Produtividade — Toneladas por hectare — pode refletir as condições climáticas da safra.; Área — Área plantada.; Preço — Preço internacional da soja em US$ (Banco Mundial).; Câmbio — Dólar em reais: usado para expressar o preço internacional em reais.; Exportações — Exportações totais do Brasil (todas as mercadorias).

Lacuna: Clima: não há série meteorológica integrada; a produtividade é o sinal disponível.

Lacuna: Exportações de soja por produto: disponíveis no ranking de produtos do módulo Comércio, não como série histórica aqui.

Área → Produtividade → Produção (EUA)

Produção, produtividade e área plantada de milho (USDA NASS), lidas ano a ano, com as exportações totais de bens e serviços dos EUA.

Indicadores: Produção — Produção anual de milho (USDA NASS).; Produtividade — Bushels por acre.; Área — Área plantada.; Exportações — Exportações totais de bens e serviços dos EUA.

Lacuna: Preço do milho: não há série oficial de preço do milho integrada.

Lacuna: Renda agrícola (USDA ERS): ainda não integrada.

Câmbio → Commodities → Exportações

Exportações, importações e saldo são lidos junto com o câmbio e com os preços das principais commodities exportadas.

Indicadores: Exportações — Exportações totais (Comex Stat).; Importações — Importações totais.; Saldo — Exportações menos importações (variação em valor, não em %).; Câmbio — Dólar em reais.; Preço de commodity — Preço internacional da soja.; Preço de commodity — Preço internacional do minério de ferro.; Preço de commodity — Preço do petróleo Brent.

Lacuna: Preço e quantidade exportados separadamente (índices de preço e quantum): ainda não integrados.

Exportações → Importações → Saldo (EUA)

Exportações, importações e saldo de bens e serviços (Census/BEA).

Indicadores: Exportações — Exportações de bens e serviços.; Importações — Importações de bens e serviços.; Saldo — Exportações menos importações (variação em valor, não em %).

Lacuna: Índice do dólar: não há série oficial integrada.

Empresas → Emprego → Consumo (EUA)

Pedidos de abertura de empresas lidos junto com o emprego formal, o desemprego, as vendas no varejo e os juros básicos.

Indicadores: Abertura — Pedidos de abertura de empresas (Census BFS).; Abertura com contratação provável — Pedidos com maior probabilidade de virar empresas empregadoras.; Emprego formal — Empregos não agrícolas (payroll, BLS).; Desemprego — Taxa de desemprego.; Consumo — Vendas no varejo e alimentação (Census).; Juros básicos — Taxa básica do Federal Reserve.

Lacuna: Fechamento de empresas: sem série mensal oficial integrada.

Petróleo → Combustíveis → Inflação

O preço internacional do petróleo e o câmbio são lidos junto com a gasolina e o diesel no IPCA, o grupo Transportes e a inflação geral. Os preços dos combustíveis no Brasil também dependem de tributos e da política de preços das refinarias, que não estão nas séries.

Indicadores: Combustível — Gasolina no IPCA, variação acumulada em 12 meses (IBGE).; Petróleo — Preço internacional do petróleo Brent (Banco Mundial).; Câmbio — Dólar em reais, usado para expressar o preço internacional em reais.; Combustível — Óleo diesel no IPCA, variação acumulada em 12 meses.; Grupo do IPCA — Grupo Transportes do IPCA (inclui combustíveis).; Inflação geral — IPCA acumulado em 12 meses.

Lacuna: Tributos e política de preços das refinarias: sem série oficial integrada.

Lacuna: Os grupos do IPCA (tabela 7060) começam em janeiro de 2020.

Indústria → Comércio → Atividade → Emprego

O IBC-Br (prévia mensal da atividade do Banco Central) é lido junto com a produção industrial, as vendas no varejo e o desemprego.

Indicadores: Atividade — IBC-Br, prévia mensal da atividade (BCB).; Indústria — Produção física da indústria (IBGE, PIM-PF).; Comércio — Volume de vendas no varejo (IBGE, PMC).; Emprego — Taxa de desocupação (IBGE, PNAD Contínua, trimestre móvel).

Lacuna: Serviços (PMS) e construção: ainda não integrados como séries mensais.

Correlação não é causa

Relações calculadas sobre as variações em 12 meses (variação anual para séries anuais) de cada série oficial, nunca sobre os níveis; séries que já são uma taxa em 12 meses (IPCA 12 meses, grupos do IPCA, CPI) entram pelo próprio valor. que compartilham tendências e geram correlações enganosas. As séries são levadas à frequência comum mais baixa (no mínimo mensal) usando o método de agregação de cada uma. Correlação de Pearson em duas janelas: longa (10 anos para séries mensais, 15 para trimestrais, 30 para anuais) e recente (3, 5 e 10 anos). Divergência: para pares com associação histórica de ao menos 0,3, as variações padronizadas se afastaram em 1,5 desvio ou mais do padrão (e não estavam afastadas alguns períodos antes); convergência: o afastamento voltou a menos de 0,75 desvio. Mudança na associação: correlação recente difere da longa em 0,5 ou mais. Estados: intervalo interquartil das variações em 12 meses entre os estados (períodos com ao menos 80% dos estados), comparado com os 10 anos anteriores (acima do percentil 90 ou abaixo do 10). Condições persistentes são registradas quando começam, não a cada período em que continuam. Correlação não implica causalidade: séries podem se mover juntas por coincidência, por uma causa comum ou com defasagens que mudam. Não há notas, previsões nem recomendações.